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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ortografia – "Champion"


Revisor é um profissional que não desliga. Até na lojinha de essências e coisinhas afins está atento. Na verdade, acho que não está atento, é natural os erros chamarem atenção.

Champion, em inglês, significa campeão. O formato das pecinhas da foto é de champignon, com aquele g, que faz a pronúncia de gn ter som de nh ("champinhon") – o mesmo acontece com champagne.

Champignon é palavra francesa que significa cogumelo.

domingo, 7 de novembro de 2010

Ortografia – "Tique-refeição"




Uma empresa que provadamente precisa de revisor de texto. Clique na imagem para ampliar.

Oferecer "tique-refeição" a um revisor é uma ofensa grave. Isso não se faz... dá até tique nervoso.

O correto é tíquete. Em inglês, ticket.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ortografia – "Bombon"


Reparo que é um erro comum, não com bombom, mas com marrom. Várias vezes leio "marron" por aí (ainda vou tirar foto disso).

O correto é bombom e marrom. Marrom bombom...

De onde será que vem a confusão entre "m" e "n" no fim dessas palavras?

Bom, a foto é do sistema de vendas de uma rede de cinemas. É show, porque os lugares são marcados (não tem aquela correria quando liberam a entrada das pessoas), mas precisa de um revisor.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Da série "Doces caseiro"


Direto de Campos do Jordão. A coleção aumenta: doces caseiro, medicamentos genérico e agora "suspiros caseiro".

Resumindo: Adjetivo (caseiro) concorda em gênero e número com o substantivo (suspiro).

Formas corretas pela norma culta: suspiro caseiro, suspiros caseiros.

E nem foi por falta de espaço no papel...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ortografia – "Cemente"


Uma vez, meu pai trouxe, a pedido da minha mãe, uma bandejinha de uva-passa. Na etiqueta estava escrito: UVA PASSA S/ S. Sem o quê? Ficamos, na cozinha, conjecturando possibilidades para o S. Saroço? Sasca? A gente só podia ter bebido. Ninguém matou no primeiro minuto que era sem semente. Virou caso de piada, acho que até hoje.

Depois disso, virou piada ao quadrado quando vi o anúncio da foto: uva s/ cem.

Cemente?

Nossa! Freud e alguns linguistas explicam. Até eu, que sou mais boba. Mas para o contexto, um hipermercado, imperdoável. E continuaria imperdoável mesmo se estivesse na vendinha aqui da esquina. Que feio.

Nem é caso de falta de revisão, viu. É caso de falta de estudo mesmo. Fica feio para quem escreve e para quem não corrige. Revoltei (depois de cair na risada).


domingo, 23 de maio de 2010

Ortografia – "Sain't Tropez"


Esse erro me pareceu, de cara, meio cômico.

Pense na linha de raciocínio que levou alguém a escrever "Sain't Tropez"?

Quem entende um pouco de inglês percebe que essa forma do apóstrofo antes do "t" é usado para abreviar/aglutinar formas negativas: "do not" vira "don't", "will not" vira "won't", "are not" vira "ain't". (Os entendidos em inglês me corrijam, por favor, se errei a explicação. Inglês não é, ainda, um idioma que eu domine.)

Alguma semelhança com "Sain't" não é mera coincidência.

Saint-Tropez é francês (com hífen mesmo). Mais especificamente, o nome de uma cidade e de uma praia na França. O curioso é que a praia não fica na cidade de mesmo nome, mas, sim, na do lado. (Os entendidos em francês - ou turismo - me corrijam, por favor, se errei. Francês também não é, ainda, um idioma que eu domine.)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vírgula insistente


Antes da vírgula, repare nas maiúsculas em quase todas as palavras da frase (sem padrão). É desnecessário como recurso de destaque. Fica estranho, não?

Agora vamos a ela. A vírgula separa sujeito e verbo ("a chave" e "encontra-se"). Essa é a regra mais essencial desse precioso sinal de pontuação.

O correto é: A chave do cofre deste posto encontra-se em poder do carro forte.

O sujeito da frase é grande, mas isso não deve ser motivo para se inserir uma vírgula ali com a desculpa de "pausa para respirar". Isso não existe. Vírgula é gramatical e estilística.

(Se fosse pausa para respiração, alguém que acabou de correr numa maratona usaria muito mais vírgulas em um texto do que uma pessoa que acabou de acordar e sentou na frente do computador para escrever um e-mail, por exemplo. Certo?)

Ortografia – "seme-novo"


Rapidinho: o prefixo é "semi-", com "i".

Antiga ortografia: seminovo.

Nova ortografia: seminovo.

Isso mesmo, era sem hífen e continuará sendo.

(Ah, CD tem que ser tudo com maiúscula, porque é uma sigla. Plural: CDs.)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ortografia – os porquês


A foto foi enviada por Yonara Santana (e retalhada por mim, rs). Ela acertadamente suspeitou do erro...

Vale lembrar os casos dos porquês:

1. Por que (separado e sem acento) é usado em dois casos. Quando equivale às expressões “pelo(a) qual”, “pelos(as) quais”: “São lindos os caminhos por que (= pelos quais) passei”. E quando equivale a “por que razão”, “por qual razão”: “Por que (= por que razão) não temos uma sociedade mais justa?”.

2. Porque (junto e sem acento) introduz explicação ou causa do que se afirma: “Vou porque estou animada”.

Importante: não é a presença do ponto de interrogação que decide se é junto ou separado. Em “Você não foi porque estava doente?”, o que se pergunta não é por que a pessoa estava doente, mas, sim, se a doença foi o motivo da ausência.

3. Por quê (separado e com acento) é usado quando a oração termina com essa palavra: “Ele fez isso por quê?”; “Ele não vai, e não sei por quê”. É separado porque equivale a “por qual razão” (“Ele fez isso por qual razão?”). O “quê”, sendo um monossílabo tônico terminado em “e”, é acentuado.

4. Porquê (junto e com acento) é um substantivo e significa “motivo”, “causa”: “Não entendemos o porquê (= o motivo) da demissão dele”.

Voltando ao caso da foto, vemos que aquele "por que" não pode ser substituído por "pelo qual", "por qual razão". Também não é o "por que" da pergunta. Menos ainda "porquê" ou "por quê".

Sobra aquele "porque" que introduz causa ou explicação: Curso da Melhor Idade, porque a gente conhece o valor das suas histórias.

Boa estrutura.

Revisão de texto por Telma Iara.
Porque erros põem em dúvida a qualidade do seu trabalho.

;)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Da série "Doces caseiro"


A falta de concordância clássica de ''doces caseiro" chegou a "medicamentos genérico", em letras garrafais.

O adjetivo ("genérico") concorda com o substantivo ("medicamento") em gênero e número. Medicamento genérico, doce caseiro, batata frita. Medicamentos genéricos, doces caseiros, batatas fritas. Ok?

Concordância de gênero = feminino/masculino. Concordância de número = singular/plural.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ortografia - "batata-frita" e "poupa de batata"



Prato cheio na lanchonete do mercado: pastel + batata-frita e batata na cumbuca, com poupa de batata, temperada c/ margarina e salsa.

Além do excesso de carboidratos e gorduras, está sobrando aquele hífen ali... batata frita não é palavra composta. "Frita" é adjetivo de batata. Batata cozida, frita, saborosa, grande, barata. Substantivo e adjetivo. Só.

Sobra também uma vírgula antes de "temperada". Não precisa.

Vou poupar palavras e dizer que o correto é "polpa" de batata. ;)

Crase para o lado errado


É isso: acertou na crase, mas grafou para o lado errado e virou um acento agudo.