Pesquisar neste blog

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Vírgula no som da Sony


Difícil esconder o nome. Então vamos lá.

A publicidade pode ousar muito mais do que outros profissionais que trabalham com o texto. O caso da foto, no entanto, nem tem tanta brincadeira com a gramática. Falta só uma vírgula depois de Sony.

Na ordem direta, a frase fica assim: A festa é garantida se o som é Sony!

Ao inverter essa ordem, deve-se marcar com uma vírgula: Se o som é Sony, a festa é garantida!

Mais recentemente, quando o contexto não exige a norma culta, gramáticos já aceitam que não se use essa vírgula, desde que o trecho deslocado não seja grande ou tenha muitas palavras. Exemplo: Hoje a festa é garantida!

Pelo sim e pelo não, como isso é muito relativo de pessoa para pessoa, não erra quem coloca a vírgula ali.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ortografia – pintura de "auto" padrão


Só brincando de distorcer as placas em volta mesmo... Fiquei um tempo considerável no trânsito parado olhando para esses recadinhos discretos no muro. Impossível não fotografar.

A pronúncia de alto e auto é idêntica, mas na hora de escrever é bom não confundir.

Não pode ser pintura de carro. É pintura de parede, feita com qualidade. Boa mão de obra (sem hífen, agora), com bons produtos, suponho eu.

Padrão elevado. Alto padrão.

Auto é para o que se refere a carro... para não dizer automóveis. (não resisti, rs)


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Da série "Doces caseiro" – "potes avulso"


Ah, essa não é difícil. Pote bonito, potes bonitos. Pote avulso... potes avulsos.

Entrou, sem dúvida, para a série "Doces caseiro", rs.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Crase – "à ouro"


Foto de linda loja de bijuterias finas. Peças bonitas, crase feia.

O sinal indicativo de crase aparece para indicar que temos a junção da preposição "a" com o artigo feminino "a(s)". Como "ouro" é palavra masculina, o artigo dele é "o". Teríamos, no máximo, banhado ao ouro, caso o artigo fosse aparecer. Sem artigo, fica só a preposição. Uma preposição sozinha não faz crase.

Alguém pode pensar que seja um caso de exceção, mas não é. Quando há crase antes de palavra masculina, é porque está subentendida a palavra "moda" ou "maneira" ou alguma outra palavra feminina. Exemplos clássicos, tirados do Manual do Estadão: Salto à Luis XV (à moda de Luis XV); Estilo à Machado de Assis (à maneira de); Referiu-se à Apollo (à nave Apollo). Vê-se que a crase antes de palavra masculina ainda assim está relacionada a uma palavra feminina oculta. É possível ainda chamar de exceção?

Questionamentos à parte, ponto positivo para "a partir" sem crase! E ponto positivo para o preço grafado corretamente! Resultado: 2 x 1.